Ao destacar a queda histórica da produção industrial em abril, o IBGE mostrou que as exceções, entre os subgrupos, foram os gêneros alimentícios, sob alta de 3,3%. Em levantamento do setor, vê-se que o resultado corresponde mais às exportações do que ao consumo interno, como frisou o instituto de pesquisa.

“A alta do setor de alimentos pode ser atribuída ao crescimento no volume das exportações, que em abril foi da ordem de 10%”, de acordo com João Dornellas, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia).

Em contraponto ao tombo de praticamente 19% da indústria nacional sobre março – e de 27,7% sobre abril de 2019 -, puxado pelos bens de capitais e bens duráveis, os alimentos industrializados se saíram melhor dentro da queda de mais de 12% dos semi e não duráveis.

As vendas internas apresentaram ganhos, como já analisou Money Times, sobretudo em gêneros mais essenciais e de valor mais baixo, caso de arroz, feijão e massas, mas até por este perfil demonstram pouca força para sustentar a expansão vista pela IBGE.

A pandemia internou mais a população que, temerosa com emprego e renda, comprou mais e mais barato, mas o comércio externo deu a marcha.

Tanto que, complementa Dornellas, os embarques internacionais “responderam por 2/3 do crescimento da produção industrial de alimentos no período avaliado”.

Entre os principais setores exportadores, estão açúcar, soja processada, carnes, café, entre outros.

Fonte: https://www.moneytimes.com.br/exportacao-marca-a-alta-da-industria-de-alimentos-e-nao-o-consumo-de-generos-essenciais/

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