Com o uso cada vez mais intensivo de tecnologia, como será o trabalho no futuro? A resposta não é simples, mas são vários os indícios de que a tecnologia irá transformar o modelo que conhecemos hoje, tornando os profissionais mais produtivos e criativos.

Atualmente já é comum o uso de diversos aplicativos e ferramentas para o desempenho até de funções bem simples e, por outro lado, o futuro já está aí, com inovações como a inteligência artificial, que deixou de ser tema de ficção.

O emprego não vai acabar. Não vai ter um apocalipse. O que vejo é que não teremos mais um só modelo de trabalho, mas vários“, afirma Sofia. “A mão de obra mais braçal será substituída por tecnologia, e as pessoas serão recapacitadas“, diz.

Para Sofia, o autoconhecimento será cada vez mais importante para os profissionais, porque não será todo mundo que se adaptará ao trabalho flexível, ao home office e à atuação por projetos, por exemplo, tendências que devem se tornar realidade. “Cada um vai precisar entender o que é melhor para a sua carreira“, afirma.

O trabalho será muito mais interessante e modular no futuro, com a tecnologia e os aplicativos resolvendo as tarefas repetitivas, para que os profissionais sejam mais criativos e façam o que realmente gostam“, afirma Banhara. “Os projetos vão ganhar mais qualidade.

Tudo indica que no futuro as equipes serão remotas e unidas por aplicativos e ferramentas de colaboração. Mas para que isso aconteça, as empresas vão precisar simplificar seus sistemas. “Hoje vemos duas coisas claras nas empresas: os sistemas especialistas e os ambientes mais abrangentes, como os sistemas de gestão e de RH. Isso faz com que as pessoas percam muito tempo navegando entre esses diversos aplicativos para realizar seu trabalho“, afirma Banhara.

Uma pesquisa da consultoria McKinsey mostrou que os profissionais gastam cerca de 20% de seu tempo procurando informações que são básicas para seu trabalho em diversos sistemas, e-mails e arquivos. “Isso representa um dia na semana. É muito. Nós que trabalhamos com tecnologia temos a responsabilidade de simplificar e ajudar a organizar esse ambiente todo“, afirma Banhara.

Com uma quantidade imensa de informações disponíveis, horários flexíveis e trabalho remoto, Sofia Esteves diz que um problema dos profissionais poderá ser o excesso de horas trabalhadas. “Trabalhar remotamente por um lado é muito legal, porque vai permitir que as pessoas matutinas comecem mais cedo e terminem mais cedo, mas o grande problema é ficar o tempo inteiro ligado e conectado”, diz. “É preciso saber quais são seus limites e não virar sete dias por semana, 24 horas por dia.

INTERRUPÇÃO E TEMPO DE RETOMADA

Para que isso não aconteça e os funcionários ainda ganhem produtividade, Luis Banhara diz que as empresas precisam oferecer uma melhor experiência aos colaboradores. “O usuário de tecnologia está muito mais exigente na empresa, porque vê o tempo todo coisas interessantes fora e quer usar no trabalho“, afirma Banhara.

Um exemplo disso são os feeds que priorizam e fazem uma curadoria do que é mais relevante, como acontece no Facebook e no LinkedIn. “A vida ficou menos complexa do lado pessoal. Por que isso não acontece dentro das empresas?”, diz Banhara, citando uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia que mostra que quando é interrompido numa tarefa, o profissional demora de 15 a 23 minutos para retomar o que estava fazendo. “Quando tem as coisas mais concentradas e organizadas, e já priorizadas, ele tem mais produtividade“, afirma Banhara.

Fonte: http://estudio.folha.uol.com.br/citrix-futurodoemprego/2020/04/1988613-podcast-discute-como-a-tecnologia-vai-mudar-o-trabalho-no-futuro.shtml?dicbo=v1-542b6a6d91cf3a6472d94f5cae3920d6-00de1bb92c343ea54da674593b8cda3ac8-gzswimbqg4zwglldmuytgljugmztsljyme2gkljsg5rtmzlegnrgkojwg4

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